Momento "JJ"
Sexta-feira, 17/02/2017 às 06h37 - Primeiro: Pegue um grande jogo de futebol, por exemplo um jogo do Barcelona na Champions League. Segundo: Pegue a equipe de transmissão de uma  praça só, exemplo Rio de  Janeiro. Terceiro: Use e abuse durante a transmissão de palavras que são conhecidas regionalmente, exemplos: "tripidante", "sinistro", "meirmão".
Pronto! A Transmissão de um grande jogo será um sucesso na praça local,  afinal os nomes dos profissionais da equipe são conhecidos e a transmissão carregada de sotaques, jargões e expressões regionais...Binnngo.
Mas e como ficam as outras emissoras em rede, afinal a cobertura é de alcance nacional?
Bem, pelo que estamos ouvindo ultimamente isso pouco importa paras  "Jênios Jestores". É claro que a situação poderia ser contrária, a transmissão poderia ser paulista, baiana, paranaense, gaúcha, potiguar etc... Não se trata de racismo ou coisa do gênero, simplesmente que uma transmissão com linguagem regional agradaria mais o seu ouvinte, afinal seu público é local. O que acontece geralmente é que o ouvinte área de transmissão fica se sentindo um peixe fora da água,  refém de uma transmissão que não lhe agrada e dependendo do jogo ou direitos de transmissão a coisa fica pior, pois fica sem opção no rádio. Nesse caso ou ele  ouve insatisfeito ou muda de  frequência até chegar em casa pra terminar de ver o jogo, ou desliga o rádio. Será que é nesse caso específico  fica tão  difícil mesclar a equipe com profissionais das duas ou três praças?  Não dá pra fazer a transmissão local? Porque cada praça não faz o mesmo separadamente? "Ué", era assim há pouco tempo atrás "meu" ou "mermão".


Futebol no rádio tem que ser regional, no mínimo ter equipe mista. Caso contrário fica muito ruim de se ouvir quando você desconhece ou pouco tem a ver com a linguagem usada na  jornada esportiva. Cada praça, tem seu ouvinte, o ouvinte está cada vez mais exigente, hoje ele é seduzido por inúmeras plataformas de transmissão alternativas de jogo, música, entretenimento etc. Óbvio que  o rádio é diferente da tv,  pelo simples fato de ter imagem e a narração ser mais pausada na tv. Já tentaram "nacionalizar " programas esportivos como se eles fossem o Jornal Nacional ou Jornal da Band e não deu certo.  #RIPRADIO

Colaboração Anderson Cheni
Jornalista, Editor do blog Cheni no Campo, apresentador e comentarista da RIT TV, comentarista esportivo do Portal Terra e colunista de esportes da Nossa Rádio FM. Com mais de 20 anos de atuação na cobertura esportiva, soma passagens por emissoras de rádio de Mato Grosso e Capivari (SP). Em São Paulo, trabalhou nas rádios Record, Capital, Globo e CBN e nas TVs Sky e Rede Brasil. Foi editor-chefe do extinto jornal O Fiel. 

Problema com áudio?




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